Onde o senhor pensa que está?

Autor Anônimo

Um homem morreu e viu que se encontrava em um bonito lugar, cercado de todo o conforto que se podia imaginar. Então um sujeito todo vestido de branco se aproximou dele e lhe disse: “Você pode ter tudo o que quiser: qualquer alimento, qualquer tipo de prazer, qualquer espécie de entretenimento.”

O homem ficou encantado e, durante dias seguidos, provou de todas as iguarias e teve todas as experiências com que havia sonhado na sua vida na Terra.

Um belo dia, porém, ficou enfastiado de tudo aquilo e, chamando o atendente, disse:

“Estou cansado disso tudo aqui. Preciso fazer alguma coisa. Que tipo de trabalho você pode me oferecer?”

O atendente balançou tristemente a cabeça e respondeu:

“Sinto muito, senhor. Mas isso é a única coisa que não podemos lhe oferecer. Aqui não existe nenhum trabalho para o senhor.” Ao que o homem replicou: “Ah, isso é ótimo! Eu estaria bem melhor no inferno!”

E o atendente disse tranquilamente: “E onde o senhor pensa que estamos?”

Um futuro mais brilhante!

Por Harold Sherman

Resolva já dar os passos exatos para um futuro melhor – ter novos pensamentos, tentar novas ideias, atrair novas e melhores experiências!

Numa proporção maior do que pode imaginar, no momento, pode assumir o controle do seu destino.

Reduzida a simplicidade total, a sua felicidade fundamental depende grandemente do que você pensa dos outros e do que os outros pensam de você. De como você reage ao que lhe acontece; de quanto a sua mente está livre de qualquer possível temor, ódio ou preconceito; ou de sentimentos de inferioridade ou insegurança, e outros; se você tem ou não prazer com o que está fazendo e com as pessoas com quem trabalha, ou com quem está associado; se acha agradável viver com você mesmo; se você e seus entes queridos se compreendem ou não; se sua situação em sua vida familiar é o que deveria ser.

Tudo isso é parte essencial da vida – e se uma ou mais destas coisas não está certa, você terá de fazer umas correções na sua imagem mental.

Lembre-se – você não pode mudar sua situação na vida enquanto não mudar sua maneira de pensar!

Lemas otimistas

Querer é poder.
Viver é lutar.
Sem luta não há glória.
Tudo é possível.
A fé remove montanhas.
Sempre é tempo.
Tempo é matéria-prima.
Tempo é vida.
Vida é riqueza.
O amanhã é eterno.
Melhores dias virão.
A tendência é melhorar.
Enquanto há vida, há esperança.
Sempre alerta.
Hei de vencer.
A honestidade sempre vence.
Unidos venceremos.
A união faz a força.
Progredir para melhor servir.
Só o amor constrói.
Desperta e verás; trabalha e terás.
Acredite e vença…

(In: Otimismo em Gotas, R. O. Dantas, Ed. Vozes, 1991.)

Anacrônico

Imagine uma jovem moça que acabou de sair de sua comunidade e se mudou para uma pequena vila distante, onde todos são tão estranhos de você. Eu estava acostumada com uma vidinha tão simples, com tantas pessoas que conheço e agora estava aqui, num lugar diferente, com outros rostos, outros costumes, outro estilo de vida.

Todos nesse lugar se conheciam, mas não me conheciam. Os olhares se voltavam para mim frequentemente se perguntando: “Quem é essa garota que se veste tão distinta a nós? Que olhar tão vulnerável é esse que nos está presente? De onde poderia ter saído?”

Eu não os via como iguais e eles não me viam como normal. A chegada de um ser estranho lhes remetia a um medo tão grande que acredito que poucos ali, de fato, ouviram minha voz.

Mas o que me deixava intranquila era a forma como eu era julgada. Eu não precisa mostrar o que eu pensava, nem ninguém se arriscava a me conhecer profundamente. Eu era um livro raso, examinado pela capa que eu não podia ocultar – a menos que pudesse não mais sair de meu, e detesto dizer isso, novo lar.

Tudo em mim era estudado: Desde minhas roupas, ao meu olhar, à forma como penteio meu cabelo, se meus sapatos estão sujos ou se prefiro comprar o Disco Y ao invés do X – “e nem ouse reclamar se estiver em falta”.

Sim, sou a mesma pessoa, mas o meio me força a uma adaptação, de uma maneira ou de outra, mesmo que minha raiz vá de encontro a essa porta que não se abre pra mim.

E, mesmo que sempre haja outras escolhas, a primeira, e única, era que tudo se deve aceitar, já que “poxa, você tem que ser como todos nós, assim fica mais fácil de a amarmos. Não seja essa garotinha tão rebelde, como se quisesse mudar o mundo. Venha, há algumas lições que você precisa aprender, todos vão gostar de você. Tenho uma roupa que lhe cabe direitinho, todos vão amar seu novo look. Ah, mas você não pode falar nem agir assim, que tal mudarmos tudo isso pra você se tornar alguém melhor? Você terá muitos novos amigos”.

Claro que terei, claro que todos me amarão, serei como eles. O que me resta? Talvez, o modo mais fácil de encarar tudo isso seja caindo em uma overdose desta nova realidade em que, sozinha, não sou capaz de mudá-la por completa.

Só que não estava entre minha lista de anseios me guardar tão profundamente em mim. Outra história que poderia ter outro final se antes, sentado ao meu lado, pudessem ter embarcado na minha história, de cultura tão diferente e de tão rico conteúdo, mas de que vale se o exterior é mais importante?

Então, abra sua cabeça! Iremos penetrá-la com nossos conceitos, para que você deixe de ser mais uma velha fora de moda. Não precisa resistir, não vai doer nem um pouco, não se preocupe”.